Do amor


posted by Isabelle Almeida

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Quando eu era bem pequena, pequena ao ponto de nem ter idade pra pensar em tais coisas, já imaginava como seria ter alguém pra namorar. Eu esperava quem realmente merecesse receber um carinho e entendesse a ponto de retribuir, que é o que as pessoas esperam quando querem viver um romance. Sonhava com flores, com jantar, com filme de noite, com café na cama. Essas coisas bem piegas mesmo. Conforme fui crescendo e vendo que a realidade pra todo mundo estava tão distante do que eu sonhava, e que eu viajava na maionese demais, minhas expectativas se reduziram a ponto de eu achar que teria mesmo de me adaptar ou ficaria sem ninguém. Que teria de aceitar as canalhices do mundo, que teria de acreditar nas generalidades do tipo "não existe fidelidade em relacionamento" ou "você só conhece quem convive depois que o relacionamento acaba" e abaixar a cabeça, "sabendo" que o fim seria esse e que aquilo que mostram nos filmes que eu tanto gostava, eram realmente só ficção. Um dia, achando que era o auge da minha sapiência, constatei que o amor entre homem e mulher poderia não existir e que era besteira querer alguém pra construir algo duradouro, pois seria tudo destruído ao passar dos tempos por conta do egoísmo da essência humana.

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Como 2 + 2 são 4.


posted by Isabelle Almeida

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Pra mim que sempre foi fácil colocar em palavras o que me é transmitido e o que desejo transmitir, agora não consigo ordená-las pra te dar.
Não acho nenhuma palavra boa o suficiente pra rimar e saciar essa tua curiosidade - e quase que vaidade - de ser a inspiração e motivação de um poema exposto aqui e aos quatro ventos.

É clichê, mas eu tentei me desapegar do clichê. Tento também não seguir nenhuma regra ou mania. Não repetir tudo pra não te fazer enjoar. Embelezar pra valorizar. 

Aprendi contigo o quão é gostoso achar maneiras inusitadas de demonstrar uma imensidão de sentidos, de descobri-los quinhentas vezes incansavelmente. De sabotar o rotineiro. 

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Imperfeição


posted by Isabelle Almeida

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Teu sorriso tem um gosto de segredo
Assim também como o teu modo de me olhar
Curiosa eu assisto, me permito acreditar
Na verdade que teus beijos não me dizem
Na impureza do teu toque linear






Isabelle Almeida

Paixão


posted by Isabelle Almeida

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Estive lendo um poema de Ferreira Gullar (O que se foi) que, aliás, já li muitas vezes e que marcou minha existência. Surpreende-me, ainda, a tradução, com tanta clareza, da ambivalência dos desejos e dos sentimentos em tão poucas linhas...

A paixão nos faz vivenciar, em muitos casos, a sensação de estar dividida, entre tantas outras, com a surpresa de poder trazer o sentimento à tona e, com a surpresa de, mesmo assim, não vivê-lo plenamente (como gostaríamos).

Poema:
O que se foi

"O que se foi se foi. Se algo ainda perdura é só a amarga marca na paisagem escura.
Se o que se foi regressa, traz um erro fatal: falta-lhe simplesmente ser real.
Portanto, o que se foi, se volta, é feito morte.
Então por que me faz o coração bater tão forte?

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Súplica à Lua


posted by Isabelle Almeida

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Lua bonita, traz-me de volta
Quem nunca devias ter deixado ir
Clareia meu rosto, encanta-o de novo
Faz-me o motivo do mesmo sorrir



Isabelle Almeida

Versinhos sinceros


posted by Isabelle Almeida

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Florzinha mimada, vou te contar um segredo
Florzinha rosa entre os meus dedos
Mas não pense que é medo que eu tenho
Ou mesmo que seja indecisão
Florzinha rosa, tu tem espinhos
Que sorte tens tu de afastar os amantes
Que vão embora com medo de se furar
Como quem por medo das rochas esquece os diamantes
Florzinha mimada, eu tenho uma doença, que machuca o coração
Coração que é uma pétala sem espinhos, florzinha
Eu sofro de paixão.





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